quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Em 14 dias, aconteceram 10 casos de afogamento com 8 óbitos na região, dos 8 óbitos, 6 foram em rios. Os bombeiros orientam a descartar essa prática

AFOGADO
O verão chegou e, com ele, o calor intenso. Para se refrescar, os veranistas acreditam que vale tudo: praia, piscina ou rios, mas é importante lembrar que, sem os devidos cuidados, essa prática pode ser perigosa. Entre os dias 22 de dezembro e 5 de janeiro, foram registrados dez casos de afogamento nas regiões Norte e Noroeste Fluminense, com oito óbitos, sendo seis em rios e lagoas. Segundo o Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, rio não é local próprio para banho, portanto, esse costume deve ser descartado.

De acordo com o Grupamento Marítimo, não é possível afirmar que as mortes nas praias, piscinas e rios aconteceram somente por afogamento. O Corpo de Bombeiros explica que outros fatores podem ter ocasionado os óbitos na água, como choque térmico, hipotermia, traumas e até mesmo mal súbito. Por isso, é fundamental seguir algumas orientações antes de mergulhar.

Nas praias, o Corpo de Bombeiros orienta que o mergulho deve acontecer sempre próximo a um Guarda-Vidas ou nos locais indicados por esses profissionais e também é importante obedecer as sinalizações de perigo; outra orientação é nadar longe de pedras, estacas ou piers; o Grupamento Marítimo disse ainda que 80% dos afogamentos acontecem em valas, que são locais de maior correnteza e que leva para o alto mar; caso entre em uma vala, você deve nadar transversalmente e pedir socorro.

Antes de mergulhar no mar, é preciso também estar atento à profundidade da água; e é importante não superestimar a capacidade de nadar: dados apontam que 46,6% dos afogados acreditam que conseguem sair da água com facilidade. Evite ingerir bebidas alcoólicas e alimentos pesados antes de entrar no mar, isso pode causar má digestão ou câimbras. O Grupamento Marítimo afirma ainda que nunca se deve salvar alguém em apuros se não tiver confiança em fazê-lo. Segundo os bombeiros, muitas pessoas se afogam na tentativa de salvar alguém.
Já nas piscinas, os bombeiros orientam principalmente aos pais. Nos dados apresentados, 89% das crianças não têm supervisão durante o banho. As piscinas também devem ser isoladas com grades de 1,50m de altura e 12 centímetros entre as verticais. Também é importante evitar deixar brinquedos próximos à piscina, porque podem atrair as crianças. Outra orientação do Corpo de Bombeiros é ensinas as crianças a nadar a partir dos dois anos.
Em caso de afogamento, não se arrisque tentando retirar a vítima da água. O mais correto é jogar algum objeto flutuante para que a vítima se apoie e mantenha a calma até a chegada do socorro.

Casos de afogamento
No dia 22 de dezembro, uma criança de 10 anos morreu afogada na Lagoa de Imboassica, em Macaé. No mesmo dia, uma menina de um ano se afogou na piscina de plástico de casa no Parque Alvorada, em Guarus, mas sobreviveu.

No dia 27 de dezembro, o jovem Raphael Ferreira Correia, de 24 anos, morreu afogado no rio Paraíba do Sul, em São Fidélis. Já no dia 30 de mesmo mês, Laura Mayerhoffer Peralva, de um ano, morreu na piscina da casa de veraneio em Atafona, São João da Barra.
Este ano, no dia 2 de janeiro, o adolescente Gabriel Alves Paulino, de 14 anos, morreu após se afogar no rio Muriaé, em Itaperuna. No mesmo dia, um homem de 30 anos se afogou no rio Paraíba do Sul, em Cambuci, mas sobreviveu.
No dia 3, outro homem também com 30 anos foi encontrado morto no rio Muriaé em Itaperuna. Já no dia 4, um capitão reformado da Polícia Militar de 76 anos morreu afogado na Praia dos Sonhos, em São Francisco de Itabapoana. Também no dia 4, Jorge Luiz Silviano morreu afogado no rio Muriaé, em Bom Jesus do Itabapoana.

O último caso aconteceu na segunda-feira (5), quando Jancer Alves Gualberto, de 49 anos, foi encontrado morto no rio Pomba, em Santo Antônio de Pádua.

Fonte: Jornal Terceira Via

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